sexta-feira, 18 de março de 2011

O quê Carrefour, Microsoft, Itautec e Petrobrás esperam de você

Carrefour abre vagas para vendedor de eletrodomésticos na Grande SP

O processo seletivo ocorrerá no dia 24 de março, às 14h30.

Carrefour (Foto: Divulgação)O Carrefour fará processo de seleção para vagas efetivas em suas lojas localizadas na Grande São Paulo. São 100 postos para o cargo vendedor de eletrodomésticos.

O processo seletivo ocorrerá no dia 24 de março, às 14h30, na Rua do Manifesto, 93, 14º andar, no Ipiranga, Zona Sul de São Paulo.
Unidade do Carrefour (Foto: Divulgação)
As etapas da seleção envolvem triagem de currículo, entrevistas, dinâmicas de grupo, além de exames médicos. A carga horária de trabalho é 44 horas por semana.
É necessário que os candidatos tenham disponibilidade de horário.

Além disso, devem ter habilidade na área de vendas e atendimento ao cliente, para fazer cálculos, conhecimento em informática - pacote Office, ensino médio completo e experiência comprovada de seis meses em vendas de eletrodoméstico - linha branca, informática, cine foto ou telefonia.

O Carrefour oferece aos funcionários assistência médico-hospitalar e odontológica, convênio com farmácia e ótica, Cartão Carrefour, plano de previdência privada, seguro de vida, restaurante no local e vale-transporte.


Agora, dê uma boa olhada, logo abaixo, nas habilidades que a consultura Leila Navarro listou após estudar o perfil das demais empresas citadas. Claramente você verá itens ligados a quem você é (caráter, dinamismo, etc).

Mas pense um pouco. O que diferencia você num cenário em que todo mundo é selecionado e deve, em princípio, ser o que é e atuar eficientemente para resolver os problemas da empresa?

Sua qualificação. Que atributos você gostaria de desenvolver e não desenvolve. Por onde começa?

Confira:

MICROSOFT· Conhecimento técnico de informática ·  Habilidades comerciais e administrativas

· Conhecimento e visão estratégica de mercado  · Smart (no sentido de esperteza)

· Sensibilidade    · Inteligência    · Criatividade  · Energia  · Independência, mesmo em grupo

· Raciocínio e respostas rápidas  · Dinamismo, com nível de liderança

· Percepção do meio ambiente, de tal forma a analisar e tirar conclusões

ITAUTEC · Talento     · Criatividade, espírito inovador, energia, transparência e abertura para ouvir

· Flexibilidade     · Abertura para mudanças    · Disposição para trabalhar em diversas áreas

· Capacidade para acumular funções      · Capacidade de se relacionar facilmente com os outros

· Empreendedorismo    · Cultura geral     · Formação acadêmica    · Conhecimento de inglês

· Conhecimento de informática    · Caráter

PETROBRÁS· Conhecimento técnicos· Capacidade de trabalho em equipe· Empreendedorismo

· Flexibilidade  · Gosto pela pesquisa  · Cultura geral   · Dinamismo

quinta-feira, 17 de março de 2011

Carreiras mais produtivas passam por boa qualificação

Para quem está em dúvida diante dos desafios tecnológicos apresentados nos últimos anos no mercado de trabalho. Será suficiente estar disponível e atuante?  Uma resposta vem Right Management, uma das empresas mais conceituadas no mercado mundial. "Quando os negócios passam por mudanças organizacionais significativas – resultantes da dinâmica do mercado, novas tecnologias, implementação de sistemas e processos, ou mudanças na estratégia dos negócios – a força de trabalho precisa estar preparada para tomar de decisões de carreira. O Gerenciamento de Carreira é uma solução de autopercepção e tomada de decisão. As atividades devem ser desenvolvidas para aumentar a autopercepção individual, permitindo ao funcionário tomar decisões mais assertivas de carreira, seja explorando posições mais adequadas para ele dentro da organização,  ou fora dela".

quarta-feira, 16 de março de 2011

Requalifique-se, reative contatos pessoais

Esta mensagem é para quem está procurando emprego há mais de seis meses. Procure um curso de requalificação numa área correlata à sua atividade principal. Renove os contatos pessoais e avise de sua nova postura frente ao mercado. E páre de enviar emails com seu currículo sem saber se a empresa tem a vaga que voçê procura. Sem saber, você pode estar com seu nome "parado" nas caixas de antispam existentes. E pense, se todo mundo encher os emails de mensagens em todas as direções, ninguém terá tempo sequer para ler os títulos dos emails. Boa sorte, vá em frente, ânimo, força.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Caminhões parados por falta de motoristas treinados. Consumidores mais informados que vendedores

 Novos desafios do mercado de trabalho


Uma amostra de que como a formação profissional mudou, no mundo e no Brasil, está no “apagão nas entregas do e-commerce”, como noticiado por Daniele Madureira no jornal Valor Econômico, edição 2709, válida até 8 de março. 


Segundo ela, o  crescimento acelerado das vendas do comércio eletrônico não tem sido acompanhado, na mesma proporção, por investimentos em infraestrutura e logística, levando a problemas na entrega dos produtos. Em 2010, os consumidores movimentaram cerca de R$ 15 bilhões pela internet, um aumento de 40% sobre 2009, segundo a consultoria e-Bit.
Isso quer dizer que treinamento voltado para os colaboradores das empresas deve ir além do básico. Um motorista já sabe o básico, assim como um ascensorista. Mas ambos precisarão tomar decisões e desenvolver a capacidade de interagir com as novas tecnologias assim como já se espera que nós, cidadãos, façamos nos caixas eletrônicos.

Consumidores estão mais informados que vendedores, diz pesquisa
Estudo realizado pela Motorola Soluções mostra que 55% dos varejistas pesquisados afirmam que os consumidores tiveram mais acesso a informações que as suas equipes de venda. Questão de sobrevivência comercial, portanto, como indica a pergunta de um consultor de Tecnologia da Informação: “Qual a credibilidade que um vendedor vai passar em uma venda quando o consumidor sabe mais que ele”?
O levantamento indica ainda que os varejistas que não investem em tecnologia poderão ter seus negócios prejudicados: 28% das pessoas que visitaram alguma loja teriam deixado de gastar US$ 132, em média, por problemas relacionados ao atendimento no ponto de venda, à falta de produto e de atendentes e às longas filas para pagar.

A falta de treinamento tem ocasionado problemas e queixas, como relata o texto do jornal Valor Econômico: “sem condições de garantir a entrega nos prazos e condições acertadas com os clientes, aumentaram muito as reclamações sobre atraso das encomendas. Segundo o Procon-SP, as queixas sobre entregas fora do prazo feitas por consumidores do canal eletrônico mais do que dobraram no segundo semestre de 2010”.

“O caso da Total Express, uma das maiores prestadoras de serviços às empresas de comércio eletrônico do país, é emblemático. A companhia, diz seu presidente, Marcos Monteiro, investiu R$ 4 milhões para comprar 24 caminhões destinados ao transporte rodoviário de mercadorias compradas pela internet. Mas só encontrou 20 motoristas habilitados para dirigir os veículos. "Quatro estão parados desde dezembro porque não tenho mão de obra qualificada".

sexta-feira, 4 de março de 2011

Dialogue com aquilo que parece ser um trauma

Márcio Teixeira, diretor executivo


Competência é coisa que pouca gente coloca em dúvida. É também o fator que mais vi despertar paixões, em qualquer ambiente, trabalho, escola, trem, metrô, ônibus, calçada, Quinta Avenida em Nova York.

Pense um minuto. Recorde-se de uma grande aula, de um grande seminário, de um grande café filosófico. Duvido que o palestrante não tenha provocado uma onda de paixão no seu entorno.

Quer um exemplo, vá lá: Flávio Gikovate, o psicoterapeuta  que já escreveu 26 livros e deu palestras no Brasil e no Exterior


Tenha certeza de que toda pessoa competente aprendeu uma coisa: os traumas ensinam.


Por isso, reforçando o que já foi dito no texto de ontem, não há necessidade de eliminar as emoções numa reunião. Aliás, segundo a teoria a respeito, tentar ser uma pessoa sem emoções chama-se neurose.

Onde tudo começa: Por que ocorrem os diálogos. Por que precisamos transmitir alguma coisa, informações, sensações, emoções.
Numa empresa, você será pago para resolver problemas e para isso receberá instruções de acordo com a sua competência comprovada e segundo as necessidades da empresa.
Os transtornos começam quando as explicações e diretrizes começam a cair num imenso poço, o poço dos automatismos mentais.

Para fixar: automatismos mentais são aquele atos que você dispara em direção ao mundo sem passar pela consciência, ou passando apenas ligeiramente pela consciência.
Portanto: num diálogo, todas as declarações correm o risco de cair num enorme poço de automatismos. O que interrompe a marcha e faz teu cérebro entrar em modo cautela é precisamente alguma coisa que provoque um choque.
É um caminho muito eficiente, pois gera um clima de máxima atenção e, conforme o caso, de participação proativa das pessoas.
É a grande chance de você, de repente, se tornar uma pessoa que “saca” algo, que interrompe uma longa caminhada de resmungos e aflições.

Dica essencial: existem atalhos na longa estrada dos traumas e aflições. Um deles é preocupar-se, primeiro, em compreender os outros, depois tentar se fazer compreendido.

Pode acontecer de a pessoa que deu um grito procurar você para pedir desculpas. E nesse momento você terá uma boa notícia para ela. “Hei, sabe que aquele grito seu na reunião? Meu deu uma idéia, olha só...” 

Essa pessoa sairá feliz por ter encontrado alguém que não só a compreendeu como ainda festejou com ela um momento de criação. 
Parabéns, você merece.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Na loteca dos diálogos não aposte nas três colunas

Por Márcio Teixeira, diretor executivo

Como eu disse ontem, os bons e maus diálogos contém emoções. 
Não imagine nunca que diálogos saudáveis são feitos por robôs disfarçados de gente.
“O erro que cometemos em relação às intenções é simples, porém profundo: presumimos as intenções dos outros quando na verdade não sabemos nada, apenas supomos. Pior é que quando não temos certezas das intenções dos outros, geralmente decidimos que são más” (Conversas difíceis, pg. 36).

Logo, regrinha básica:
Não comece qualquer diálogo achando que está ao lado de anjos e de demônios. Esse fundamentalismo como estilo de vida é um convite à desgraça afetiva, relacional e comportamental. Numa empresa, as normas estabelecidas (claramente ou silenciosamente por imitação) ainda “seguram as pontas” mas assim que você der um passo fora da empresa muito provavelmente essa atitude, fundamentalista, irá arrastar você para a mesma fogueira  onde ficaram atoladas as boas intenções declaradas.

Logo, segunda regrinha básica:
Se você está convicto das suas boas intenções não precisa sair declarando a torto e a direito. Basta que você saiba e as coloque em prática. E qual é o melhor lugar para fazer isso?  Uma caixa de chocolates para quem disse “uma reunião”.
Se cada pessoa presente numa reunião, consciente que está ali para colaborar e ser objetivo, calar todas as vozes da mente que palpitam sobre o que os outros fazem e dizem, ufa!, que alívio, a reunião já nasceu destinada a ser curta, produtiva e fluente.
Exercício: após sair de uma reunião em que você falou pouco, ouviu e pensou muito, pegue um bloco de rascunhos e descarregue toda a sua carga mental. Eureca! De repente você vai perceber que algo importante e que agrega algo a tudo o que foi dito e pedido aparecerá. Parabéns você acabou de dar sua colaboração para um mundo melhor.

E isso nos leva de volta ao começo. Cravar nas três colunas é dizer que você sabe tudo, que o outro não sabe nada e que aquele idiota que presidiu a reunião (e que colocou o pescoço a prêmio diante da diretoria) não sabe nada. Ponha-se no lugar dele antes de levar sua sugestão e sua crítica. O mundo agradece.
Amanhã tem mais. Abraço a todos.

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